Michelle Aparecida Pereira Lopes

Primeira publicação na Letraria: 2018

Sobre as suas obras publicadas?

As obras que tenho publicadas pela Letraria são bem distintas: duas delas são fruto de minha tese de doutorado e de minha dissertação de mestrado, por isso são obras em linguagem científica e foram produzidas a partir de um intenso trabalho de pesquisa e de muita dedicação; uma obra é uma antologia poética, na qual compilei meus poemas escritos até aquela época; trata-se de uma obra bastante pessoal e intuitiva, com poemas escritos em momentos muito distintos de minha vida, por isso estão separados conforme a temática que os inspirou. Também tenho publicada pela Letraria uma coletânea de crônicas de diversos autores, cuja temática é a pandemia e as reflexões que ela despertou/ desperta. Nessa obra, uma das crônicas é minha. “Joaninha” é uma crônica de inspiração clariciana, escrita bem no início da pandemia, quando as dúvidas e as incertezas eram muitas.

Para você, ser autora é:

Escrever diariamente, é não saber viver sem escrever. Ser autor tem mais a ver com o papel da escrita na sua vida do que com o valor monetário ou o nível de reconhecimento de sua produção. Não há dúvidas de que toda escrita deva ser submetida à apreciação alheia, deva ser avaliada, mas o fato de ela não agradar aos demais não significa necessariamente que não tenha valor algum, ou que o autor dela não possa continuar escrevendo. Ser autor é não ter medo de não ser reconhecido, ou mesmo ânsia de ser conhecido ou enriquecer com a escrita. Ser autor é não saber viver sem escrever…

Eu não sei viver sem escrever. Escrevo algo todos os dias, nem sempre gosto do que escrevo, mas sempre que uma ideia me vem à mente, e elas vêm, paro e as escrevo. Costumo dormir com um caderninho na mesinha de cabeceira porque às vezes acordo de madrugada com uma frase, uma ideia, um verso e tenho que escrever aquilo. Se eu não escrevo naquele momento em que algo me ocorre, logo depois sumirá e por mais que eu me esforce, não retomarei aquele dizer exatamente como me ocorreu. Também compreendo que a escrita é um trabalho constante de auto lapidação, por isso, acredito que tudo que já escrevi poderia ser melhorado. Nisso, tenho uma dificuldade: dar o texto por encerrado, porque sempre quero reler e reescrever algo, trocar uma palavra ou outra. E assim, se não me policiar, ficarei no mesmo texto por meses…

Caso queira, deixe uma mensagem sobre a sua experiência com a Letraria:

A Letraria é uma editora que respeita o autor, tem zelo pela criação dele, tem carinho por ele. As sugestões respeitam a identidade do autor e suas escolhas. Em todas as minhas publicações, a Editora correspondeu a todas as minhas expectativas, em todas as etapas do processo.

Publicações do autora:

Crônicas de quarentena: reflexões sobre o isolamento social

Cinderelas e Luluzinhas: as adolescentes na rede social

Paralelas

A silhueta feminina entre pesos e medidas

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